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A História da Fotografia Publicitária

No início do século XIX, a imprensa era praticamente composta somente por textos e desenhos. Mas as coisas estavam por mudar. Com o avanço da tecnologia, as fotografias estavam cada vez melhores, e começavam a quebrar o bloqueio cultural da notícia, sendo assim, começou-se a implementar a fotografia como ilustração do assunto publicado, tornando-o mais atraente para os leitores.

No início da publicidade, não havia referências de como seria utilizada a fotografia. O que aconteceu foi que houve pouca criatividade na criação das imagens. Ou seja, nos anúncios em cartazes, embalagens de produtos, folhetos e o anúncios, o que se mais via era imagens de sedutoras figuras femininas, em suas longas cabeleiras esvoaçantes, tecidos dropeados e ornamentos em forma de flores, mosaicos, pássaros, estrelas e uma infinidade de curvas. Os publicitários naquele momento, estavam empolgados com as curvas da corrente modernistas, mais do que com o classicismo das fotografias pictóricas.

Nesse momento de início da introdução da fotografia nas mídias impressas, o gênero que mais tomava conta na época era o retrato, pois a fotografia neste momento, ainda herdava essa cultura de fotografar dos artistas de quadros.

Com isso iniciou-se uma venda de imagem de modelos, principalmente nos Estados Unidos e Europa, o que resultou principalmente em modelos brancas e loiras, decorrente do domínio de empresas estrangeiras. Porém, no Brasil, essas características físicas fugiam a regra, devido a grande mistura de raças, e que não retrava a realidade do país. Sendo assim, iniciou-se a especialização de fotógrafos nas regiões mais industrializadas (eixo Rio-São Paulo), e com isso, o crescimento considerável no número de agências de publicidade.

 

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