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Criatividade será o mote das ações para 2019

Com as diversas turbulências econômicas e políticas, muitos aspectos e valores da sociedade serão repaginados e "reestruturados" no futuro. Para se comunicar melhor com os consumidores, é preciso estar atento a alguns sinais de transformação. Analisar a mudança comportamental das pessoas e oferecer algo a mais é a premissa básica. Isso porque a criatividade será o mote das ações para 2019, segundo dados da WGSN.

A companhia especializada em análises e previsões de tendências apresentou o relatório "Visão para 2019", formada por três macrotendências - Comunidades Locais; Em Contato; e Manifesto Criativo -, que vão direcionar a forma como a população ao redor do mundo consumirá e fará negócios em dois anos.

Após superar o caos - atualmente vivido devido às reações da sociedade contemporânea repleta de fortes e instantâneas emoções - os consumidores criarão soluções, a fim de levar as coisas um passo adiante. No ambiente dos negócios, as empresas serão induzidas a apostar em novas formas de fabricação, além de olhar mercados que são pouco atendidos. Para os criativos, o design será muito além do desenvolvimento de um produto. Ele será a elaboração de novos sistemas de design: o social e crítico.

Era da criatividade

A desigualdade e as pressões para se enquadrar já estão e serão ainda mais questionadas. Atualmente, as reações buscam imobilizar as instituições: questionando os sistemas que definiram nosso mundo, por meio da falta de confiança nas autoridades e revolta contra os padrões e normas. Em dois anos, a tendência é de que incentivaremos a criatividade. Como? Unindo-se a partidos políticos, subculturas e movimentos de resistência; infiltrando-se em Instituições com energia criativa; estimulando novos discursos até encontrar a auto expressão; projetando sistemas, e não apenas coisas.

Para os criativos, entrar na zona de desconforto é essencial. A ideia de que "dá para saber quando algo é bom se as pessoas tiverem medo" pode soar exagerada, mas será cada vez mais verdadeira. Esses profissionais serão essenciais em toda a força de trabalho para revigorar os negócios e o design, sob o propósito de que as mentes criativas impulsionarão o futuro.

O medo de fracassar ou sair da zona de conforto podem prejudicar os negócios. Vale destacar que um dos nove princípios da inovação do Google é o "bom fracasso" ao testar uma nova ideia. Existem até o troféu Heroic Failure ("Fracasso épico"), na agência de publicidade Grey Group e, aTata, oferece um bônus Dare to Try ("Ouse tentar").

A previsão é de que no futuro o fundamento será a criação de sistemas e não de objetos. Vamos precisar de mais experiências, e o design de experiência virá cada vez mais de fontes fora do Ocidente. Novos padrões, narrativas e pontos de vista pouco difundidos ganharão espaço. O relatório da WGSN aponta ainda que vários cargos, da forma como vemos hoje, irão deixar de existir, após uma revolução no trabalho. Por conta da automação do mercado, as pessoas buscarão cursos mais técnicos do que a graduação em si.

Três pontos trazem questões que as companhias devem responder:

Em contato: à medida que o mercado de experiência ganha mais adeptos, as empresas percebem que se engajar com seus consumidores precisa ter algo além do divertido. É preciso estar atento às suas reais demandas. Ou seja, ao que querem viver, experimentar, sentir. Como se manter pertinente por meio das experiências oferecidas?

Comunidades locais: como as marcas podem contribuir com a economia local? O que esse viés significa para a empresa e quem são seus aliados? Como se manter pertinente e cultivar as relações com os consumidores em 2019?

Manifesto criativo: como oferecer não só produtos, serviços e experiências inovadoras, mas também sistemas inovadores que apostam em mudanças? Como a sua empresa aproveitará o seu potencial criativo e permitirá que seus funcionários façam o mesmo? É importante que as empresas defendam as causas nas quais elas e seus clientes acreditam. Você defende os direitos dos seus funcionários, como igualdade salarial e inclusão de minorias?

Fonte: Mundo do Marketing