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Diferenças entre trabalhar nos Estados Unidos e Brasil

Trabalhar nos Estados Unidos e Brasil como designer definitivamente não é a mesma coisa. Envolve saber como lidar culturalmente e profissionalmente nestes dois mercados competitivos, porém bem diferentes.

Lingua? Talento? Certificação? Geralmente são esses os medos e obstáculos que o designer brasileiro acha que vai enfrentar quando vem tentar a vida profissional para trabalhar nos Estados Unidos.

No entanto, existem algumas diferenças chaves que o designer deve aprender ao trabalhar nos Estados Unidos.

Pra ilustrar, seguem 3 situações que traduzem a diferenças entre trabalhar no EUA e no Brasil.

Cada macaco no seu galho [ou] Stay on your lane

Diferente da dinâmica numa agência brasileira – onde por muitas vezes o Diretor de Arte tem que fazer muita coisa além da “direção” — por aqui ninguém joga em todas as posições; os papéis são bem definidos.

Isso parece um ponto positivo (e em muitas maneiras o é), no entanto é uma armadilha onde o designer brasileiro sempre tropeça.

Cuidado pra não pisar no pé de ninguém ou invadir o espaço de ninguém. Não só pela questão política, mas também pra não acabar respondendo pelo que deveria ser a obrigação de outra pessoa.

Farinha pouca, meu pirão primeiro [ou] Respect my personal space

Ok, talvez o ditado popular que ilustra essa diferença não esteja sendo empregado da melhor maneira. Não quero dar a conotação de que os designers americanos irão te passar a perna. Pelo contrário, acho até que podíamos aprender mais sobre solidariedade com eles.

 

Cultura do trabalho do dia-a-dia

O que quero dizer é que a cultura de trabalho e business aqui é bastante individualista e impessoal. Em diversos aspectos; alguns deles muito saudáveis, inclusive.

Deixe-me exemplificar o que falo de individualista: por aqui não existe “ficar depois do horário”, por exemplo.

Não há a preocupação tão comum do trabalhador de “agradar” o patrão/cliente.

E não é uma questão de pagar hora-extra – geralmente o dobro do valor de hora normal – pois paga-se tranquilo. Eles, simplesmente, não aceitam ter que trabalhar além do seu horário.

Porém, não espere colher-de-chá quando chegar atrasado – e você chegará atrasado quando começar a ficar trabalhando muito além da conta; pode confiar. É chamado hora-extra exatamente por esse motivo; é “extra”. Bônus. Opcional. Isso não te deixará de fora do mais importante para eles: o dia-a-dia de 9h às 5h.

Em suma, os brasileiros têm dificuldade em se adaptar a essa cultura de trabalho profissional onde nem um dos lados está muito disposto a ir além do esperado. Faça bem o seu e com o tempo te valorizarão.

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